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Universidade Federal do RJ acaba com o vestibular

Além de adotar o Enem, UFRJ vai ceder 30% das vagas para egressos de escolas públicas e com baixa renda familiar.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro decidiu acabar com a prova de vestibular para ingresso na instituição. Em reunião que durou cerca de três horas, os integrantes do Conselho Universitário (Consuni) aprovaram a adesão total ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No ano passado, 40% dos alunos ingressaram na UFRJ por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) - que usa a nota do Enem para seleção de universidades federais.

"Pela primeira vez, veremos estudantes entrando por um sistema único, federal, na universidade. Criamos um ambiente de cooperação", afirmou o reitor Aloisio Teixeira, ressaltando que a intenção é unificar o acesso ao ensino superior federal.

Foi decidido que 30% das vagas serão preenchidas por egressos do ensino público, desde que a renda per capita familiar seja de R$ 545 (um salário mínimo). Em 2010, as cotas preencheram 20% das vagas oferecidas.

Em 2010, 59 universidades e institutos federais utilizaram a nota do Enem em seus processos seletivos. A UFRJ não é a primeira a adotar o exame como critério único para preenchimento das vagas - 20 instituições já fazem o mesmo -, mas é a mais importante delas. A adesão das federais levou 4,6 milhões de candidatos a se inscreverem para a prova, número 30 vezes maior que os 157 mil que participaram do primeiro Enem, em 1998.

Embora menos turbulenta que as discussões que definiram a adesão parcial ao Enem e o início das cotas na instituição, em 2010, a reunião não foi marcada por consenso. A proposta de abolir o exame próprio - um dos sistemas mais elogiados por especialistas, por ser inteiramente discursivo - não foi bem recebida por todos.

Um dos argumentos mais lembrados por conselheiros contrários foram as falhas nos dois últimos anos, como vazamento das questões em 2009, e erros de impressão em 2010. "Acho arriscado. É uma decisão legítima, aprovada pela maioria, mas foi prematura e acelerada", defendeu Nelson Ricardo de Freitas Braga, representante dos professores associados do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza.

O diretor do Instituto de Física, José D"Albuquerque e Castro, acha a adesão total ao Enem "um caminho interessante". "Simpatizo com a ideia, mas é uma responsabilidade grande para os organizadores da prova. Se não der certo, sempre há possibilidade de uma volta ao sistema anterior."

Cotas

A ampliação das cotas foi comemorada. "Ampliamos em 50% o número de vagas para a escola pública, deixando menos margem para que as pessoas que tenham melhores condições socioeconômicas ocupem a maioria das vagas", disse o professor de Economia Marcelo Paixão. Ele lamentou a não aprovação da cota pelo critério étnico. "A votação ficou em 17 a 12. A UFRJ continua sendo fundamentalmente branca, mas a decisão apertada nos deixa otimistas."

Diretores de cursinhos pré-vestibulares já traçam estratégias. "Os alunos vão ter redirecionar seus estudos. Claro que a mudança causa insegurança. Mas nosso discurso é para que não diminuam o ritmo de estudos", disse Rafael Cunha, diretor do Colégio e Curso Pensi, do Rio, que tem cerca 5 mil alunos.

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Fonte: Bonde
Por: Antonio Delvair Zaneti
Data: 01/07/2011 16h13min


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