:1970: um craque que viu de longe show de Pelé e companhia

1970: um craque que viu de longe show de Pelé e companhia - Tv Na Rua


1970: um craque que viu de longe show de Pelé e companhia

Felix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Foi com esta histórica escalação que a Seleção Brasileira goleou a Itália por 4 a 1 e conquistou a Copa do Mundo de 1970. A campanha impecável (seis vitórias em seis jogos, com 19 gols marcados e sete sofridos) e a posse definitiva da Taça Jules Rimet (que acabaria sendo roubada e derretida) não permitiu críticas ao grupo que brilhou no México e encantou o mundo. No entanto, um craque da época sequer foi convocado pelo técnico Zagallo para o Mundial: Ademir da Guia.

Na época aos 28 anos, o ex-meia estava em ótima forma e já acumulava no currículo dois títulos paulistas (1963 e 1966), um Rio-São Paulo (1965), uma Taça Brasil (1967) e dois torneios Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), o equivalente ao Brasileiro, com a camisa do Palmeiras. Um dos maiores ídolos da história do time paulista, pelo qual atuou por 15 anos e disputou 901 partidas (recorde), Ademir da Guia diz, quatro décadas depois, que entende os motivos de ter ficado fora daquela equipe.

"Eu lembro que estava jogando sempre e tinha a expectativa de ser convocado. Mas a equipe que estava lá no México realmente se acertou, justamente com o ataque como ponto alto. Era Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé, Rivellino... Um ataque espetacular", afirmou o ex-jogador, que acredita que aquela Seleção foi a melhor da história das Copas. "A de 58 também era muito boa. Garrincha apareceu, Pelé estava começando, tinha o Didi... Mas em 70 a equipe foi ainda melhor".

Antes de a bola rolar, porém, a Seleção era vista com certa desconfiança. O País vinha de um decepcionante 11º lugar na Copa de 1966, na Inglaterra, e passou por uma troca de comando às vésperas do Mundial: João Saldanha foi demitido supostamente por ignorar "pitacos" de Emílio Garrastazu Médici, presidente da República na época, e por não abandonar suas convicções de esquerda mesmo durante a ditadura militar. Zagallo foi o substituto.

O Brasil estreou no México levando um susto: A Checoslováquia saiu na frente. Contudo, Jairzinho (duas vezes), Pelé e Rivellino asseguraram o triunfo por 4 a 1. Na segunda rodada, encontro entre os dois então últimos campeões mundiais. Em jogo disputadíssimo e emocionante, A Seleção bateu a Inglaterra por 1 a 0, gol de Jairzinho após bela jogada de Tostão. Depois, mais um triunfo (3 a 2 sobre a Romênia) e primeiro lugar do Grupo 3 garantido.

Nas quartas de final, o Brasil encarou o Peru, comandado por Didi, e venceu por 4 a 2, gols de Jairzinho, Rivellino e Tostão (dois). Em seguida, foi a vez de reencontrar o Uruguai, algoz de 50. Os rivais abriram o placar com Cubilla e reviveram o trauma do Maracanazzo. No entanto, Clodoaldo, Rivellino e Jairzinho balançaram as redes e colocaram o País na decisão.

Contra a Itália, um show: Pelé marcou aos 18min, mas Boninsegna empatou aos 37min. No segundo tempo, porém, Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres garantiram a festa brasileira. Preterido no grupo, Ademir da Guia comemorou em São Paulo.

"Eu já sabia que ia ser uma festa. O pessoal saiu para a rua comemorando com rojão, tinha muita bebida também. Até quem não entende de futebol se envolve na Copa do Mundo e torce junto", disse o ex-jogador, que pôde acompanhar os craques pela televisão (a Copa de 1970 foi a primeira a ser transmitida ao vivo para o País). "Não tinha tantos lances, não se repetia tudo como hoje em dia, mas foi um prazer ver tudo o que era importante pela TV".

Questionado sobre os momentos que considera inesquecíveis daquele Mundial, Ademir da Guia citou "os dois gols que Pelé não fez". "Me lembro bem do jogo com o Uruguai, que saímos perdendo, e do Pelé, que quase marcou do meio-campo (contra a Checoslováquia) e deu drible da vaca com o corpo no goleiro mas chutou para fora (contra o Uruguai). Foi a Copa do Pelé e um passeio do Brasil".

Ademir da Guia seria convocado para jogar uma Copa quatro anos depois. O ex-meia fez parte do grupo que caiu diante do "carrossel holandês" na semifinal, no Mundial da Alemanha Ocidental, mas atuou em apenas uma partida (derrota para a Polônia na disputa do terceiro lugar. Atualmente, o ídolo palmeirense se prepara para voltar à política. Ex-vereador, ele pretende se candidatar a deputado estadual em outubro.

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Fonte: Terra
Por: Antonio Delvair Zaneti
Data: 19/05/2010 09h20min


    

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