:Gaeco investiga vereadores de Jataizinho que discutiram propina pela internet

Gaeco investiga vereadores de Jataizinho que discutiram propina pela internet - Tv Na Rua


Gaeco investiga vereadores de Jataizinho que discutiram propina pela internet

Membros do Ministério Público do Estado do Paraná e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investigam possível caso de corrupção envolvendo o Hospital São Camilo, de Jataizinho, no norte do Paraná.

Formulada em agosto de 2014, a denúncia partiu dos vereadores Alex Antônio Gomes de Faria (PRB) e Maurílio Martiellho, o Bidu (PSD). O caso envolve o repasse de dinheiro público ao hospital e posterior distribuição de parte daqueles recursos ao prefeito Élio Batista da Silva (PDT) e alguns vereadores.

Em 27 de março de 2014, o vereador Fábio de Morais Polônia (PMN) havia dito que os responsáveis pelo Hospital São Camilo devolveriam R$ 12 mil por mês do repasse feito pela prefeitura. Segundo ele, o dinheiro seria distribuído para o prefeito Élio Batista (R$ 5 mil) e aos vereadores Laércio Fernandes (R$ 2 mil) e Fábio de Morais (R$ 5 mil).

Já em 9 de abril, Fábio Morais revelou que, incluindo ele próprio, outros quatro vereadores de Jataizinho estavam levando R$ 2 mil cada um: Jorge dos Santos Pereira (PPS), Laércio Fernandes Quitério (PTB), Adilson Gonçalves da Silva, o Dil (PDT) e Cícero Aparecido Guimarães (PDT), o Gordo.

Já os R$ 2 mil destinados ao vereador Anilton Murari (PTC) eram repassados para Bruno, filho de Élio Batista da Silva, uma vez que o prefeito "pega 5 mil direto do médico Luiz Sato (responsável pelo Hospital São Camilo), comenta Bruno de Morais.

A denúncia apresentada ao Ministério Público, em Ibiporã, e ao Gaeco, em Londrina, resulta de conversas entre os vereadores Alex Faria e Fábio de Morais, por meio da rede social.

Segundo Alex Faria, o departamento jurídico da Câmara Municipal já analisa a possibilidade de instaurar comissão para apurar o caso do repasse financeiro aos agentes públicos de Jataizinho. Inicialmente a investigação envolveria os vereadores Jorge dos Santos Pereira (PPS), Laércio Fernandes Quitério (PTB), Fábio de Morais (PMN), Adilson Gonçalves da Silva (PDT) e Cícero Aparecido Guimarães (PDT), e ainda o prefeito Élio Batista da Silva (PDT). Os nomes foram citados em conversas por meio do Facebook.

Nessa semana, indignado com a citação de seu nome, o vereador Jorginho dos Santos já entrou em contato com seu advogado para representação criminal contra o denunciante (Fabinho de Morais). Jorginho também se propôs a prestar espontaneamente informações ao Ministério Público e ao Conselho de Ética da Câmara. Na noite do último sábado (21), o vereador Jorge dos Santos Pereira disse que "dinheiro público só o meu subsídio de vereador, graças a Deus".

O suposto esquema de "compra" de integrantes da Câmara de Vereadores em apoio ao prefeito Elio Batista foi revelado pelo líder governista Fábio Morais, a partir de fevereiro de 2014, em conversa com Alex Faria por meio da rede social. Os diálogos envolvem também uma série de irregularidades que serão divulgadas ainda nos próximos dias.

Em agosto de 2014, Alex Antônio Gomes de Faria (PRB) e Maurílio Martiellho, o Bidu (PSD) reportaram aqueles fatos ao Ministério Público e ao Gaeco. Como consequência, o município foi proibido de assinar contrato com o Hospital São Camilo. A história vem ao conhecimento do público somente agora, devido ao pedido feito pela Promotoria de Justiça para não atrapalhar as investigações.

Procurado pelo portal de notícias revelia.com.br, o prefeito Elio e o vereador Fabinho não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

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Fonte: Odair Matias
Por: Antonio Delvair Zaneti
Data: 27/03/2015 11h49min


    

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