:Beto Richa é preso novamente; desta vez, por desvios em obras de escolas no Paraná

Beto Richa é preso novamente; desta vez, por desvios em obras de escolas no Paraná - Tv Na Rua


Beto Richa é preso novamente; desta vez, por desvios em obras de escolas no Paraná

A prisão de Richa é em razão da Operação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do estado, uma delas a Escola Wiliam Madi, localizada no Jardim Figueira em Cornélio Procópio .

O ex-governador do Paraná, Beto Richa,  foi preso pela terceira vez na manhã desta terça-feira (19). A prisão foi feita pelo  Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, Gaeco, do Ministério Público do Paraná. De acordo com informações apuradas pela Banda B, Richa foi preso em casa, no Mossunguê, em Curitiba

Também foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, que seria o operador financeiro de Beto Richa.

A prisão foi feita pelo coordenador do Gaeco Leonir Batisti e mais quatro policiais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador e também em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.

A prisão de Richa é em razão da  Operação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do estado.

Segundo o Ministério Público, as fraudes foram cometidas em aditivos de obras fechados com a Construtora Valor, autorizados pela administração pública.

Para o MP, as investigações apontaram, em especial com base nas delações do empresário, dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza e do ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, que os aditivos foram desnecessários e fraudulentos.

A prisão do ex-governador é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. As primeiras informações são de que testemunhas estariam sendo coagidas e daí o motivo das prisões.

O Gaeco cumpre também mandados de busca e apreensão em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.

Salvo-conduto

Na sexta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu um salvo-conduto para impedir que Beto Richa e familiares fossem presos.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), no entanto, a decisão do STF se refere às investigações da 58ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu Beto em 25 de janeiro.

Outras prisões

A última prisão de Beto Richa foi em janeiro, na 58ª fase da Operação Lava Jato. A investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) apurou supostos crimes na concessão de rodovias do Paraná.

Uma semana depois, o ex-governador foi solto, com decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.

Já a primeira prisão foi em setembro do ano passado, também pelo Gaeco. A investigação do Gaeco era sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais.

Operação Quadro Negro

A Operação Quadro Negro encontrou indícios de desvios de dinheiro na construção de diversas escolas estaduais. Segundo as investigações, a Construtora Valor recebeu cerca de R$ 20 milhões pelos contratos firmados com o poder público, mas não entregou as obras.

Conforme o MP-PR um setor da Secretaria de Educação produzia relatórios fraudulentos sobre obras em escolas estaduais. Os relatórios informavam que as obras estavam em andamento adiantado, entretanto, em muitos casos, mal haviam saído do papel.

Com a fraude, a construtora Valor, recebia o valor pelos contratos sem que as obras fossem feitas ou concluídas. Eduardo Lopes, dono da construtora, é delator na operação. Eduardo Lopes contou como funcionava o esquema de desvios, revelando nomes de políticos que, segundo ele, se beneficiaram com o esquema.

Em delação, o ex-diretor da Secretaria de Educação, Maurício Fanini, afirmou que o dinheiro de propina pago pelo esquema abasteceu as campanhas de Beto Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, entre 2002 e 2015.

Fanini afirmou também que o dinheiro fraudulento custeou gastos pessoais do ex-governador, como viagens e a compra de um apartamento.

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Fonte: Bonde
Por: Redação
Data: 20/03/2019 11h48min


    

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